sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

lista de leitura de férias

Ao invés da velha estratégia da pilha de livros ao lado da cama, essas férias eu decidi fazer uma lista do que queria ler. Minha lista consistia em
-reler Harry Potter
-reler Eragon
-Os Miseráveis
-Patrick Rothfuss (ou seja, As Crônicas do Matador do Rei)
-Herman Hesse (qualquer livro dele que eu encontrasse, mas de preferência O Lobo da Estepe)
-Deuses Americanos

claro que adicionei mais livros depois, mas essa era a lista original, o objetivo. Qualquer leitura a mais (como Senhor dos Anéis, Precisamos Falar Sobre Kevin e O Mundo de Sofia) seria um bônus.

Decidi começar com o que estava esperando há mais tempo: Os Miseráveis. Ganhei uma linda edição da Cosac Naify dos meus pais acho que em 2013, mas não tinha encontrado a disposição para enfrentar os dois volumes de mais de mil páginas cada. Para não desistir no meio do caminho, empreguei a mesma estratégia de quando li O Conde de Monte Cristo (de 1200 páginas) - li 100 págs por dia. E minha disciplina deu resultado. Terminei o livro completamente apaixonada e com vontade de começar a reler naquele exato momento.


Todo mundo fala "Victor Hugo isso, Victor Hugo aquilo". Antes eu só sorria e acenava porque é isso que me ensinaram a fazer, mas agora eu entendo. Às vezes ele se confunde e acha que está escrevendo uma enciclopédia histórica, o que pode ser bem maçante, mas Persistam. Vale a pena.
-logo depois de terminar o livro eu queria assistir o filme de 2012 e fazer um post comparando os dois. não aconteceu, e faz quase dois meses que eu terminei o livro, mas talvez isso ainda aconteça


Depois fui para Eragon. Ganhei os dois primeiros da série em 2007, e acho que já os li umas quatro vezes cada, então foi difícil superar o primeiro. Era familiar demais e portanto um pouco tedioso, mas logo comecei a ficar animada porque sabia o que ia acontecer antes dos personagens e conseguia ver os sinais que levavam a esses acontecimentos. O último livro foi uma surpresa quase completa. Lançado em 2012 no Brasil, quase 800 páginas, eu só tinha lido uma vez. E fez bem mais sentido agora, que tinha todo o contexto fresco na memória.



A biblioteca da minha cidade tinha os livros do Patrick Rothfuss, e lá fui eu enfrentar os calhamaços que são A Crônica do Matador do Rei. Eu nunca tinha me interessado pela série, mas tantas pessoas me perguntaram se eu já tinha lido O Nome do Vento que acabou me irritando. Gostei bastante, apesar de achar o protagonista um pouco poderoso demais. Senti um pouco de cheiro de Mary Sue (ou seja, um personagem ultra idealizado e empoderado pelo autor, que costuma ser o próprio autor inserido na história). De qualquer forma, a construção de mundo do livro é fantástica, e vou ler o próximo (mesmo que não vá sofrer e chorar enquanto espero).

focando que essa imagem mostra respectivamente o livro 2, 1 e o 3 (que ainda não foi lançado)
 (mas talvez esteja um pouco ansiosa com a ideia da série e os dedinhos de Lin-Manuel Miranda nela)

A biblioteca municipal também tinha O Lobo da Estepe. Eu ainda não tenho certeza do que foi aquilo, mas definitivamente foi interessante.
(O Jogo das Contas de Vidro, também do Hesse, é outro possível bônus de leitura)


Eu me dei Deuses Americanos de natal. Tinha começado a ler em pdf em 2015, mas a faculdade me fez interromper na metade. Quando a cópia física chegou, simplesmente comecei a ler do começo, e ainda bem. Acho que eu teria ficado muito confusa com o final.


A SÉRIE VAI LANÇAR EM TIPO ABRIL? ESTOU MUITO ANIMADA
*trailer*

E por fim, Harry Potter. Eu não sei quantas vezes já li Harry Potter. Talvez deva recomeçar a conta a partir dessa releitura.
Foi, como sempre, ótimo e devastador, apesar de eu ter encontrado pequenas inconformidades. Li um livro por dia, então lembrava de detalhes que não batiam, como por exemplo: no quarto livro o Harry fica preocupado com a segunda tarefa porque não sabia nadar muito bem, mas dois livros depois ele  nada no mar revolto com o Dumbledore para chegar na caverna da horcrux. E no quinto livro falam que o quadro do Fineus Nigellus está colado na parede com um feitiço e que não dá para tirar, mas no sétimo livro a Hermione coloca na bolsa sem problemas.

QUERIA ESSE BOX LINDO
Eu fiquei bem horrorizada com a forma como o Harry é tratado pelos Dursley. Eu percebi como os bruxos são preconceituosos e como o maior tema dos livros é justamente o preconceito. Eu também fiquei indignada com o tratamento dos elfos domésticos. Não dei desculpas nem para as ações problemáticas do Dumbledore nem para as do Snape. Dumbledore tinha bons motivos e tudo, mas ele era manipulador e um tanto descuidado. E todas as coisas cruéis e mesquinhas que o Snape fez com o Harry e com o Neville e com sabe-se lá quantos estudantes mais não são apagadas pelo amor dele pela Lily. Ele pode ter salvo a vida do Harry, mas nunca cuidou dele ou o protegeu.
Umbridge continua a ser a pior pessoa de toda a série.

Hoje li um livro adorável chamado Pax. É sobre uma raposa e um menino e sobre muitas outras coisas.

Tenho mais seis dias de férias. Até agora li 17 livros. Vamos ver se consigo arredondar isso para 20.
O engraçado é que, por outro lado, não vi quase nada da lista de animes.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

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