sexta-feira, 21 de outubro de 2016

retomada

Horário de verão. Muitos odeiam, muitos amam. Eu amo.

Tá, para ser honesta, essa semana foi bem difícil. Eu detesto quando perco minutos preciosos de sono ao acordar um pouco antes do despertador; acordar uma hora inteira mais cedo é um pouco hardcore. Assim, foi uma semana de sofrimento e sono e cansaço. Hoje é o primeiro dia em que passei a manhã acordada e disposta como costumava (o que, para ser bem honesta, não é tanta coisa assim).

Eu gosto do horário de verão por causa de memórias, acho. A primeira delas é de vários anos atrás, uma vez em que uma amiga minha estava brincando em casa. Minha mãe foi até o quintal e perguntou pra ela, "você vai dormir aqui? Porque já está meio tarde."
Nós nos entreolhamos, depois olhamos para o sol se pondo, e respondemos algo como, "mas tá cedo," e minha mãe disse, "são quase oito horas".
Ficamos surpresas e admiradas e rimos muito. É uma boa lembrança.

A segunda vem da época do ensino médio. Eu chegava em casa lá pelas quatro da tarde, e tinha prova toda semana, então ia direto estudar. O problema é que eu ia desligando conforme escurecia. Acabava encerrando umas 6, 6:30 todos os dias, sem disposição. Com o horário de verão, eu adicionava quase duas horas de estudo diários. E como sou e sempre fui nerd, achava muito bom.

Mas tudo isso é passado. Quando eu era criança servia para brincar por mais tempo, no médio servia para estudar mais. E na faculdade? O que o horário de verão vai fazer por mim? - além de me impedir de dormir no ônibus na volta para casa, digo.
Ainda não sei. Mas no primeiro dia do horário de verão eu coincidentemente fui para a casa da mesma amiga daquela primeira memória. Nós cozinhamos tortinhas de limão e ficamos conversando sobre coisas aleatórias. 
Até que minha mãe me mandou mensagem lembrando que, de novo, eram quase oito da noite.
O tempo passa, mas algumas coisas não mudam.

Talvez isso seja resposta suficiente.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

sábado, 15 de outubro de 2016

a mente humana é estranha - canetas

Tá, então, história engraçada - ou nem tanto, mas vou contar do mesmo jeito, então a opção é ignorar ou se resignar. Deixo aberto.

!Para os que escolheram se resignar! Uma história!

Eu escrevo, certo? (Nem sei se esse tópico já foi levantado, mas eu escrevo. Escrevo com a intensidade de mil sóis de forma quase que regular desde os doze anos. Eu escrevo muitas coisas, principalmente ficção, principalmente sobre crianças com vários problemas.
Escrevo em praticamente qualquer ambiente com quaisquer utensílios disponíveis. Uma vez, por falta de opção, tive que escrever em uma folha de partitura. Escrevo de pé em filas, e as pessoas ficam me encarando.)

Tenho um caderno que costuma me acompanhar para todos os lugares, para eu não ter que recorrer a escrever em folhas de partitura e afins. Hoje, porém, saí de casa em um horário que não devia existir de sábado, e o sono me fez esquecer desse item fundamental. Então meus progenitores, em sua infinita bondade, enviaram meu caderno, duas canetas e um lápis.

Uma das canetas eu ganhei em vestibular ano passado. A outra era uma daquelas canetas esferográficas deslizantes e mágicas. O lápis foi presente de uma amiga.
Então. Taí a parte engraçada: para o meu sistema de itens de escrita, só a primeira caneta era uma opção viável.
Pelos seguintes motivos:
-as canetas esferográficas e mágicas são usadas apenas para poesia ou frases legais
-meu caderno casual não comporta tais instrumentos chiques
-o lápis tem valor sentimental. pelo menos por esse ano.

Aí eu olhei para aquelas coisas intocáveis e pensei, ué. Por que vocês estão aqui? Até perceber que não tinha como meus pais saberem sobre o complexo sistema de significações que eu criara para minhas canetas e lápis. Ri sozinha e pensei, caramba, a cabeça de um ser humano é muito louca.

aí fiquei com um pouco de medo de todos os pensamentos dos outros que eu não posso nem começar a imaginar. Mas bem. Vamos deixar essa parte pra lá.

(usei só a caneta de vestibular)

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Exaltação Parcamente Contida - Wild World

Depois de três anos, seis meses e cinco dias, Bastille finalmente lançou seu segundo álbum, Wild World.
Foi a única coisa que eu escutei, repetidas vezes por dia, desde o dia 9 de setembro, sexta, até segunda, dia 26. Toda vez que terminava, eu clicava para começar de novo. Foi ótimo. Eu estava tão imersa que não conseguia nem escrever a respeito. Eu demorei duas semanas para conseguir elaborar esse post, e depois esqueci de postar. Pra dar para entender como fiquei fora de ar.

-aqui, dois trailers para o álbum, um deles com a música Two Evils e o outro com uma bagunça.

Agora que dei uma respirada de ar não-bastillizado (I'm swimming to the surface / I'm coming up for air), acho que até consigo colocar meus pensamento em palavras. Talvez.
Vou ter que usar tópicos.

COISAS SOBRE WILD WORLD, DE BASTILLE


-Dan Smith ainda não foi fazer a terapia da qual ele demonstra tão urgente necessidade desde o álbum anterior
"ainda está lá, a depressividade"
TIPO, ATÉ ELE SABE.

-as letras têm muitas referências a mar e água. Tem uma música chamada As Correntes e outra chamada A Âncora. Só assim. Um exemplo.
~trecho de The Anchor em uma imagem muito bonita~
quando parece que estou perdido no mar, você é a canção que canto de novo e de novo

-muitas músicas. A versão deluxe tem 19. A versão especial do Target tem uma a mais, e eu ACHO INJUSTO E QUERO TAMBÉM.


-preocupação com o estado atual do mundo. Clara principalmente em Warmth e em Way Beyond (que em uma estrofe fala da dificuldade de diferenciar entre filmes e notícias, e acusa a realidade de ser mais perturbadora do que a ficção)

-as músicas são muito diferentes umas das outras. Tem uma que começa com trompetes (Send Them Off!), outras mais eletrônicas (acho que Campus é um bom exemplo?), e uma que consiste apenas nos vocais e em uma guitarra (Two Evils). As faixas mudam muito, e é maravilhoso.

-trechos de áudios de filmes e séries antigas foram adicionados em 11 das 19 músicas (as exceções são An Act Of Kindness, Power, Warmth, Blame, Two Evils, Oil On Water, Campus e Shame). Alguns no começo, alguns no final, outros no meio. E sempre dialogam com a letra, causando um efeito bem legal.
~aqui, um registro dessas falas feito por esse tumblr


-os clipes continuam a ser interligados e a sugerir diversas coisas que ninguém consegue entender e que ficam cutucando o seu cérebro.
(não consegui colocar todos os clipes, por algum motivo, então aqui o link de Good Grief
aqui o clipe de Fake It, que sobreviveu
e aqui o clipe de Send Them Off!, que foi lançado dia 30 de setembro)

-o álbum é permeado pela presença da Wild World Communications, uma daquelas empresas de comunicações tirânicas e onipresentes e malignas. Eu sei que é uma representação crítica do mundo atual ou algo assim, mas pode ser muito mais que isso. Porque é Bastille. Faz parte da ética deles nunca deixar os stormers entenderem tudo.

Só o que eu sei é que Night Vale gostaria bastante da Wild World Comms. A companhia se encaixaria sem dificuldades na cidade.

-TEVE UMA MENINA NO TWITTER QUE FEZ IMAGENS LINDAS TIPO AQUELA DE THE ANCHOR LÁ EM CIMA MAS NÃO ESTOU CONSEGUINDO COPIAR ENTÃO AQUI O LINK E O EXEMPLO DO QUE ELA FEZ COM UMA DAS MINHAS PREFERIDAS (Glory)

-eu gostei muito. tanto. demais. até aceitei a espera.
~mesmo porque no meio do caminho eles liberaram músicas ótimas como bad_news e Torn Apart e The Driver e Hangin', que acabaram ficando só em EP mesmo

Bastille é amor, Bastille é carinho.


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

estima própria

Eu cortei o cabelo.
Por cortar o cabelo, não quero dizer que aparei as pontas ou que tirei dois dedos. Meu cabelo estava na metade das omoplatas. Talvez um pouco mais. Estava longo, e aí eu cortei. Agora ele vai até três dedos abaixo da minha orelha.
-Ai meu deus!! Você é uma vítima de Irene??

Já fui, não nego, mas esse não é o caso hoje. Eu mostrei uma foto da Jaimie Alexander em Blindspot para o cabeleireiro e perguntei, funciona?
 
exatamente essa foto
Ele falou, bem, vamos ver.
E funcionou.

Meu cabelo não é liso como o dela e não tem uma equipe de pessoas cuidando dele. Eu não tenho mousse nem nada que sirva como modelador além de toalhas. Mas é liso o suficiente e cacheado o suficiente, e ficou longo o bastante para não cachear por completo (como já aconteceu) e curto o bastante para saciar minha sede.

Sou uma pessoa de cabelo curto. Mesmo que meu cabelo esteja longo, vai sempre estar curto na minha alma.
É mais comum que meu cabelo seja curto do que longo, de qualquer forma. Mesmo porque meu cabelo cresce muito rápido. Cortei de forma radical no final de 2014, e deixando crescer por um ano deu para fazer um penteado bem decente na minha formatura ano passado.

O plano era cortar logo depois da formatura, inclusive. O empecilho foi que eu também tinha descolorido e pintado inteiro, e parecia o desperdício de uma grande oportunidade cortar todo aquele cabelo potencialmente rosa, azul e afins.
Eu ia cortar no meio do ano. Aí ficou FRIO.

Semana passada foi o fim da minha resistência heroica. O cabelo foi /embora/, e eu estou tão satisfeita.

Tem alguma coisa sobre o cabelo curto que faz eu me sentir maior. Mais alta. Mais desengonçada, um pouco como um pato, talvez. Isso não é uma coisa ruim. O cabelo longo faz com que eu me sinta pequena e inquieta e vulnerável. Talvez tenha algo a ver com estereótipos sociais. Talvez seja questão de costume. Só sei que acontece, e que me sinto melhor com o cabelo curto.

Dava para fazer mil coisas com o cabelo longo. Tranças, trancinhas, coques, rabos de cavalo. Dava para tentar controlar quando ele acordava particularmente rebelde. É diferente com o cabelo curto. Ele amassa e fica com partes espetadas e a franja cai no meu olho direito, e minhas opções se resumem a presilhas, grampos e tiaras. De novo, isso não é ruim. Já me acostumei com o esquema em que o meu cabelo me controla, e não o inverso, faz algum tempo.

Eu fico muito fofa de cabelo curto. E estou muito contente.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

domingo, 2 de outubro de 2016

Eleições e Como Falhar Nelas Mesmo Sem Se Candidatar

-E aí, Mônica, como foi votar pela primeira vez?

Bem, eu sinto que desperdicei a cidadania que estava tão ansiosa para exercer e que falhei todas as pessoas que lutaram pelo retorno da democracia.

Hoje de manhã, antes de sair para votar, meus pais recomendaram que eu anotasse os números dos candidatos e levasse comigo. Pareceu uma ideia inteligente. Quer dizer, eu tenho um histórico extenso de brancos em momentos nos quais precisava lembrar de números. Assim, acatei a sugestão.
Li o número de vereador, que era imenso e parecia estúpido, em voz alta antes de escrever. Só para garantir. Meus pais confirmaram, era isso mesmo.

Fomos para o lugar da votação. O meu setor era diferente do dos meus pais.
Meu pai disse, "vamos esperar". Minha mãe disse, "deixa ela ser independente".

Felizmente, só tinha eu na sala quando entrei. Entreguei meus documentos, assinei do lado do meu nome. Fui para a cabine e digitei o número, nada mais simple-
CANDIDATO INEXISTENTE, avisou a máquina.

Tive um mini ataque de pânico, encarando aquela tela e ordenando mentalmente que ela mostrasse a foto da pessoa em quem eu planejara votar. Talvez se eu digitasse o número de novo, eu devia ter errado alguma coisa...
CANDIDATO INEXISTENTE. E eu pensei, socorro. O que eu faço agora. Ai meu deus. Vou apertar confirma. O que vai acontecer? Será que vai dar certo?
O que aconteceu foi o agradável barulhinho de "você acabou de contribuir com o processo democrático do seu país, e, com sorte, para a melhoria da sua cidade!".
Mas era uma mentira, mera ilusão. Eu acabara de votar nulo.

Mais tarde, no carro, descobri que trocara um 8 por um 9 na hora de copiar os números.

Acho que aprendi uma lição valiosa para as eleições de 2018.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

sábado, 1 de outubro de 2016

HALLOWEEN!

Desde a meia-noite, iniciou-se um novo mês. O melhor mês. Outubro.
VOCÊS SABEM O QUE ISSO SIGNIFICA??????


Eu honestamente não sei qual Dancing Pumpkin Man é o melhor. Assim, vou colocar o original e o link de uma das contas de twitter mais importantes do mundo.


(o dancing pumpkin man consegue dançar qualquer música)

E claro, não podemos esquecer dos Spooky Scary Skeletons.


(esse vídeo, um dos meus preferidos, é uma animação da Disney de 1929 editada para tocar Spooky Scary Skeletons a partir de 1:35)

AGORA. NÃO VAMOS FINGIR QUE É TUDO ALEGRIA. TEM UMA GUERRA ACONTECENDO.


THE SKELETON WAR IS UPON US!

ALISTE-SE AGORA!!!! OS FUCKBOYS DEVEM SER DERROTADOS DE UMA VEZ POR TODAS!!


Temos um dever a cumprir, camaradas. Mesmo que custe nossas ossadas. A guerra precisa de nós.
Devo tomar meu lugar na frente de batalha. Verei todos vocês lá!


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧