terça-feira, 11 de outubro de 2016

estima própria

Eu cortei o cabelo.
Por cortar o cabelo, não quero dizer que aparei as pontas ou que tirei dois dedos. Meu cabelo estava na metade das omoplatas. Talvez um pouco mais. Estava longo, e aí eu cortei. Agora ele vai até três dedos abaixo da minha orelha.
-Ai meu deus!! Você é uma vítima de Irene??

Já fui, não nego, mas esse não é o caso hoje. Eu mostrei uma foto da Jaimie Alexander em Blindspot para o cabeleireiro e perguntei, funciona?
 
exatamente essa foto
Ele falou, bem, vamos ver.
E funcionou.

Meu cabelo não é liso como o dela e não tem uma equipe de pessoas cuidando dele. Eu não tenho mousse nem nada que sirva como modelador além de toalhas. Mas é liso o suficiente e cacheado o suficiente, e ficou longo o bastante para não cachear por completo (como já aconteceu) e curto o bastante para saciar minha sede.

Sou uma pessoa de cabelo curto. Mesmo que meu cabelo esteja longo, vai sempre estar curto na minha alma.
É mais comum que meu cabelo seja curto do que longo, de qualquer forma. Mesmo porque meu cabelo cresce muito rápido. Cortei de forma radical no final de 2014, e deixando crescer por um ano deu para fazer um penteado bem decente na minha formatura ano passado.

O plano era cortar logo depois da formatura, inclusive. O empecilho foi que eu também tinha descolorido e pintado inteiro, e parecia o desperdício de uma grande oportunidade cortar todo aquele cabelo potencialmente rosa, azul e afins.
Eu ia cortar no meio do ano. Aí ficou FRIO.

Semana passada foi o fim da minha resistência heroica. O cabelo foi /embora/, e eu estou tão satisfeita.

Tem alguma coisa sobre o cabelo curto que faz eu me sentir maior. Mais alta. Mais desengonçada, um pouco como um pato, talvez. Isso não é uma coisa ruim. O cabelo longo faz com que eu me sinta pequena e inquieta e vulnerável. Talvez tenha algo a ver com estereótipos sociais. Talvez seja questão de costume. Só sei que acontece, e que me sinto melhor com o cabelo curto.

Dava para fazer mil coisas com o cabelo longo. Tranças, trancinhas, coques, rabos de cavalo. Dava para tentar controlar quando ele acordava particularmente rebelde. É diferente com o cabelo curto. Ele amassa e fica com partes espetadas e a franja cai no meu olho direito, e minhas opções se resumem a presilhas, grampos e tiaras. De novo, isso não é ruim. Já me acostumei com o esquema em que o meu cabelo me controla, e não o inverso, faz algum tempo.

Eu fico muito fofa de cabelo curto. E estou muito contente.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

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