domingo, 2 de outubro de 2016

Eleições e Como Falhar Nelas Mesmo Sem Se Candidatar

-E aí, Mônica, como foi votar pela primeira vez?

Bem, eu sinto que desperdicei a cidadania que estava tão ansiosa para exercer e que falhei todas as pessoas que lutaram pelo retorno da democracia.

Hoje de manhã, antes de sair para votar, meus pais recomendaram que eu anotasse os números dos candidatos e levasse comigo. Pareceu uma ideia inteligente. Quer dizer, eu tenho um histórico extenso de brancos em momentos nos quais precisava lembrar de números. Assim, acatei a sugestão.
Li o número de vereador, que era imenso e parecia estúpido, em voz alta antes de escrever. Só para garantir. Meus pais confirmaram, era isso mesmo.

Fomos para o lugar da votação. O meu setor era diferente do dos meus pais.
Meu pai disse, "vamos esperar". Minha mãe disse, "deixa ela ser independente".

Felizmente, só tinha eu na sala quando entrei. Entreguei meus documentos, assinei do lado do meu nome. Fui para a cabine e digitei o número, nada mais simple-
CANDIDATO INEXISTENTE, avisou a máquina.

Tive um mini ataque de pânico, encarando aquela tela e ordenando mentalmente que ela mostrasse a foto da pessoa em quem eu planejara votar. Talvez se eu digitasse o número de novo, eu devia ter errado alguma coisa...
CANDIDATO INEXISTENTE. E eu pensei, socorro. O que eu faço agora. Ai meu deus. Vou apertar confirma. O que vai acontecer? Será que vai dar certo?
O que aconteceu foi o agradável barulhinho de "você acabou de contribuir com o processo democrático do seu país, e, com sorte, para a melhoria da sua cidade!".
Mas era uma mentira, mera ilusão. Eu acabara de votar nulo.

Mais tarde, no carro, descobri que trocara um 8 por um 9 na hora de copiar os números.

Acho que aprendi uma lição valiosa para as eleições de 2018.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

Nenhum comentário:

Postar um comentário