quarta-feira, 31 de agosto de 2016

uma imagem que eu provavelmente deveria ter postado no começo do mês, não no final


o mês de agosto foi censurado pela polícia secreta do xerife e não existe mais. não pense sobre agosto. obrigado pela colaboração.

(Agora eu me sinto plenamente autorizada a usar imagens e a fazer referências a Welcome to Night Vale.)

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

terça-feira, 30 de agosto de 2016

aka O que eu venho escutando no ônibus

A rádio não morreu. Continua tão viva que passou do aparelho para a internet, onde programas feitos com o formato de áudio tornaram-se comuns. Esses programas são chamados de podcasts.
Estou aqui para falar de um podcast muito especial. Ou, se é para ser honesta: um podcast muito estranho.



Pois é. Bem vindos a Night Vale.
Night Vale é uma pequena cidade no interior do deserto americano, afastada do resto do país. O que é bom para o resto do país, porque Night Vale não é normal. A proposta, segundo os criadores, Joseph Fink e Jeffrey Cranor, era criar um lugar onde todas as teorias de conspiração são verdade e onde eventos sobrenaturais e inexplicáveis fazem parte do dia-a-dia. Somos informados do que acontece na cidade por Cecil Palmer, apresentador do noticiário da rádio local.

"Uma amigável comunidade do deserto onde o sol é quente, a lua é linda e luzes misteriosas passam por nossas cabeças enquanto todos fingimos dormir."

Tudo começa quando uma equipe de cientistas forasteiros, liderada por Carlos, de cabelos e dentes perfeitos, vai para Night Vale com o propósito de entender aqueles fenômenos fantásticos tão corriqueiros. Cecil gosta de Carlos. Bastante. E isso não é nenhum spoiler.


Welcome to Night Vale é incrivelmente estranho, completamente peculiar e muito, muito bom.
Todos os episódios são diferentes e insanos, trazendo acontecimentos épicos como a nuvem que solta animais mortos e o gato que flutua em uma altura fixa no banheiro da estação de rádio.



Além de serem divertidos, os episódios são muitíssimo bem escritos, muitas vezes adquirindo um tom reflexivo e até poético. O roteiro, adicionado à maravilhosa atuação de Cecil Baldwin (sim, o ator tem o mesmo primeiro nome do personagem), consegue evocar imagens muito vívidas e claras. Sem contar as frases marcantes, carregadas de tanto significado que poderiam ser postadas no facebook e atribuídas à Clarice Lispector.

O deserto é vasto, até infinito. E mesmo assim, cientistas nos dizem que em algum lugar, mesmo agora, há neve.

A morte só é o fim se você assumir que a história é sobre você.
E claro, outras frases um pouco menos filosóficas.

Nós não temos nada a temer exceto a nós mesmo. Nós somos pessoas profanas, horríveis. Temamos a nós mesmos em silêncio.
E o twitter deles é uma obra-prima. Vou dar só um exemplo para não dar cinquenta.

Um nome é uma mentira que te impede de pensar que você pode ser mais do que um único ser.
O podcast sai duas vezes por mês desde 2011, e pode ser escutado *aqui*. Sim, é em inglês. Acredito que existam vídeos com os áudios legendados em português? Com certeza pode ser encontrado, considerando que existe uma fanbase relativamente grande no Brasil.


(tem várias imagens e em um tamanho grande porque a fanart de Welcome to Night Vale é fabulosa e eu não consigo resistir)
Considerando o tema, vejo-me obrigada a dispensar o usual emoticon de despedida para usar o bordão do Cecil.
Boa noite, Internet. Boa noite.

domingo, 28 de agosto de 2016

Aventuras Literárias

Gente, meu primeiro semestre na faculdade terminou sexta. Em nível oficial, termina só hoje, mas sexta eu entreguei a última prova, então não quero nem saber. Acabou faz dois dias, ok?
O início de faculdade é emocionante e tudo, mas não o suficiente para durar nove meses e continuar sendo legal. Dava tempo de um bebê ter nascido nesse semestre.
Enfim. Consequência da greve.

Eu decidi aproveitar os breves dias antes do novo semestre da melhor forma possível: lendo. E comecei a ler na quinta, só para adiantar um pouco as coisas. E por começar a ler na quinta, quero dizer que li um livro inteiro quinta-feira, antes de terminar minha prova.
/prioridades/

Quinta-feira li o badalado "O Orfanato da Srta. Peregrine Para Crianças Peculiares". Vai virar filme do Tim Burton, sabiam? Na verdade, o filme lança dia 30 de setembro. Admito que foi um pouco isso que me motivou no final das contas, apesar das diversas recomendações que já tinha recebido.

é claro que é uma trilogia

Opinião honesta - segue a mesma estrutura de enredo que 50 outros livros do gênero. Até surpreende pela forma que as coisas que você sabia que iam acontecer acontecem, mas não muito. Os personagens não são burros sempre, só nos piores momentos. Tem um romance forçado sem o qual ficaria melhor.
Essas falhas, porém, não impedem que o livro seja uma leitura rápida e divertida, porque é bem escrito. O protagonista, menos irritante do que a maioria, ajuda.
(aqui, o trailer do filme para quem tenha ficado curioso e for preguiçoso demais para ir até o youtube)


Sexta-feira li "A Rebelde do Deserto", a motivação por trás desse post, porque eu precisava gritar a respeito.
Vi o livro na última vez em que fui passear na Saraiva, e a capa maravilhosa chamou minha atenção imediatamente. É no mesmo estilo que a de "Aristóteles e Dante Descobrem Os Segredos do Universo", e eu digo, keep it coming, Seguinte. Pf nunca te pedi nada
olha essa preciosidade. olha.

(um dia faço um post de Aristóteles e Dante. Será um belo dia) (sneakpeak da capa para motivos de comparação)


A sinopse também me pareceu bastante interessante, porque colocava o modelo clássico de menina-em-situação-ruim-conhece-menino-misterioso em um cenário muito legal. Mitologia árabe, mitologia árabe viva. Eu estava mais do que disposta a ignorar o padrão de sempre pelos djinns.

O deserto de Miraji é governado por mortais, mas criaturas míticas rondam as áreas mais selvagens e remotas, e há boatos de que, em algum lugar, os djinnis ainda praticam magia. De toda maneira, para os humanos o deserto é um lugar impiedoso, principalmente se você é pobre, órfão ou mulher.
Amani Al’Hiza é as três coisas. Apesar de ser uma atiradora talentosa, dona de uma mira perfeita, ela não consegue escapar da Vila da Poeira, uma cidadezinha isolada que lhe oferece como futuro um casamento forçado e a vida submissa que virá depois dele.
Para Amani, ir embora dali é mais do que um desejo — é uma necessidade. Mas ela nunca imaginou que fugiria galopando num cavalo mágico com o exército do sultão na sua cola, nem que um forasteiro misterioso seria responsável por revelar a ela o deserto que ela achava que conhecia e uma força que ela nem imaginava possuir. -----tirado da contracapa (mais especificamente, do site da Saraiva)


Eu gostei muito do livro.
Vou começar a explicar meus motivos para isso usando um trope manjado. Mentalize a situação: os heróis, durante sua missão, passam por um lugar terrível, cheio de opressão, miséria e perigos. Eles recebem a ajuda de uma garota local para sobreviver, e ela implora para que a levem embora no final da aventura. Talvez ela esteja prometida para alguém com quem não quer casar, ou talvez só "precise sair daquele lugar". 
Não sei vocês, mas eu sempre achei essa situação meio chata. Talvez porque a garota sempre implore demais e todo mundo fique com pena mas sabe que ela vai ser um fardo e deixam-na para trás. Talvez porque tenha sido usado um milhão de vezes. O fato é, essa estrutura é sempre usada para manipular os espectadores/leitores a ficarem tristes com a dureza da vida e com as coisas que os heróis precisam enfrentar, e sempre faz a menina parecer inconveniente e desamparada e irritante.
Em "A Rebelde do Deserto", somos colocados na situação inversa. A Amani é a garota que quer ir embora, e vendo do ponto de vista dela, tudo ganha urgência, e dá pra finalmente entender aquelas outras 50 personagens que você um dia julgou.

Tem romance? Tem. É previsível? É. E isso não faz diferença nenhuma, porque, em uma variação abençoada, os personagens de fato têm química. O envolvimento é convincente.
A Amani não é idiota. Ela é uma protagonista com personalidade, alguém de quem dá para gostar. Não é aquele personagem que te faz gritar com o livro e fumegar, tipo por que você está fazendo isso seu animal imbecil.
Outra coisa que me deixou contente - esse tipo de livro costuma se achar muito inteligente. Que ninguém percebeu que NA VERDADE A MÃE DA PROTAGONISTA É SUA VIZINHA MISANTROPA ou que O COLAR DA PROTAGONISTA ERA A CHAVE QUE TODOS PROCURAVAM DESDE O COMEÇO. Eu pensei que "A Rebelde do Deserto" estava fazendo a mesma coisa, mas fui agradavelmente surpreendida. E quero dizer surpreendida mesmo. Coisas que eu não esperava aconteceram. 
Também aconteceram várias coisas que eu esperava? Claro. Mas poxa, vamos focar nas qualidades?
------> EXEMPLO DE QUALIDADE: TEM MAGIA! TEM SERES FANTÁSTICOS! OBA!
E, por fim: ninguém vai ficar chocado ao saber que é uma trilogia, já que é assim que costuma ser. Mas eu tive que pesquisar para ter certeza de que teria continuação, porque o livro termina de forma ótima. Aquele podia ser o fim. Mas justamente, o final e a trama são tão boas e agradáveis que, mesmo que não seja necessária, uma sequência é bem-vinda. A história podia parar ali, mas também pode continuar sem problemas. Não termina com um cliffhanger irritante, só com potencial. Eu gosto disso. Te dá uma escolha.
CLIFFHANGERS TÊM O SELO RICK RIORDAN DE APROVAÇÃO
 "A Rebelde do Deserto". Quem sentir vontade, leia. É bom.

Sábado eu terminei dois livros que já havia começado, porque parecia mais justo e mais divertido do que ler só um. Respectivamente, "Uncommon Criminals", o segundo da série Heist Society, que eu acho que ainda não foi publicado em português, e "Sorte ou Azar?", da rainha da minha pré-adolescência, Meg Cabot.
OLHA ESSE REFLEXO DE ESMERALDA QUE BEM FEITO


 

{Como vocês podem perceber, eu não escolhi minhas leituras pelo nível intelectual. Creio que já comentei que estou lendo como um processo de folga da faculdade? Seria meio contraprodutivo se eu lesse "Anna Karenina" ou "A Leste do Éden". Nem tudo o que você lê precisa ser um clássico da literatura mundial, crianças. Indústria cultural ou literatura comercial ou blablabla. Seja feliz.}

Estou gostando bastante da série Heist Society. Esperei muitos anos para conseguir ler esses livros, desde que peguei um folheto de propaganda com um trecho do primeiro capítulo do primeiro livro, e é uma leitura bem divertida. Cheia de plot twists, com aquela pegada de ladrões e criminosos do bem, mas fora da lei o suficiente para ser excitante. É um tema que nunca perde o apelo.
Bem; Meg Cabot continua a ser Meg Cabot. Sempre a rainha. Também esperei anos para ler esse livro dela, já que não é um dos de maior sucesso então não tem em muitos lugares.

E meus planos literários para hoje - superei a dúvida entre o novo da Cassandra Clare, para o qual tenho grandes expectativas, e o livro de Welcome to Night Vale, que deve ser maravilhoso, para começar "A Sereia", porque nunca li nada da Kiera Cass e gosto de sereias. Por enquanto, está até interessante. Mais informações quando eu terminar.


e cara, o que são essas capas da Seguinte? Por que tão lindas?


~para quem esteja se perguntando se eu fui na bienal do livro ou se moro em uma livraria, a resposta é não para ambas. Todos esses títulos e muitos outros podem ser encontrados no Le Livros, o melhor site de pdfs que eu já vi. Para quem gosta de ler mas não tem a possibilidade de comprar muitos livros, altamente recomendo. Só não se esqueça de comprar os livros dos quais mais gostou: para continuar a escrever coisas boas, o autor precisa de incentivo (na forma de dinheiro).



(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

oi, eu sou ambivertiva

/Socialização cansa?
Sim, bastante.
Eu me divirto socializando?
Sim, bastante./

Estava tentando entender porque estava tão cansada essa semana. Certo, acordar 6:04 da manhã cansa, mas as oito horas que passei esperando por aula em cada dia deveriam ter sido tempo mais do que suficiente para me recuperar.
Ontem foi o dia em que tive mais aulas. Ontem foi o dia que cheguei menos cansada.
Qual o sentido disso?

Foi quando eu percebi - socialização.
Passei pelo menos seis daquelas oito horas vagas com outras pessoas. Conversando, fazendo piadas, vagando, me divertindo. No momento da interação, não senti nenhuma espécie de desconforto. Quando cheguei em casa, porém, estava exausta.

Passei dois meses sem contato rotineiro com seres humanos. É muito fácil ficar sozinha. Às vezes entediante e um pouco melancólico, mas fácil. Gosto de ficar sozinha. Mas também gosto de ficar com os meus amigos. Gosto de sair e brincar por aí. Mas às vezes a mera ideia me deixa enjoada.

"ora, isso é normal," alguém pode dizer. "todo mundo tem seus momentos."
Verdade. Verdade.

Já ouviram falar do teste de personalidade de Myer-Briggs? É um teste americano que pretende dividir as pessoas em 16 tipos de personalidades, indicadas por quatro letras. A primeira pode ser um I de introvertido ou um E de extrovertido, classificando se você recupera suas energias ao ficar sozinho ou através de contato social.
Já fiz esse teste duas vezes. Da primeira, as porcentagens ficaram bem próximas, mas o resultado acabou sendo I. Da segunda, novamente com uma proximidade quase ridícula, fiquei com um E.

"mas você não precisa de um teste de internet que te diga como é a sua personalidade," alguém pode dizer. "você mesma sabe se é extrovertida ou introvertida."

Mas. Eu. Não. Sei. Depende! Juro, depende! Eu não estou inventando!
É aquela velha história das etiquetas. As etiquetas oferecidas não me serviam. Eu tenho facilidade demais em interagir para usar introvertida sem sentir que estou trapaceando, mas de jeito nenhum que posso afirmar que a extroversão me é mais natural. Eu sempre me senti no meio. Mas não existe meio, existe?

AHA. GOOGLE.
Pois lhes apresento o termo "ambivertivo" - o meio.

"Ambivertivos adoram ficar com pessoas, mas cansam depois de passar muito tempo com elas. São muito capazes de fazer coisas sozinhos, mas passar um dia inteiros sozinhos pode puxá-los para um humor deprimido e improdutivo."
Foi só ler esse primeiro parágrafo, e eu passei por um momento Ah-epifânico.
A etiqueta. Ela faz sentido. E talvez eu tenha ficados com os olhos meio molhados.

Sem contar que agora eu entendi que essa história de introversão/extroversão é um espectro, não duas opções apenas. Carl Jung, você podia ter explicado melhor.

Para quem se identificou com essa agradável etiquetinha e quer saber mais, aqui estão alguns links:
-aqui (*bem aqui*) (*e aqui*) estão algumas listas de características
-e aqui (*oi*) (*aqui também*) algumas explicações mais sérias

~e para os entendidos de inglês, aqui os links que para os sites que causaram a minha feliz realização
(*teve esse*) (*e esse*)

Enfim, a moral é que eu entendi porque aqueles dois dias me deixaram tão cansada. E que a partir de agora, quando as pessoas não entenderem como eu me sinto com relação a socializar, posso jogar um termo e um conceito ao invés de ficar tentando me explicar. É um grande alívio e uma verdadeira satisfação. Sem contar que é bom descobrir que não sou errada e estranha (pelo menos nesse aspecto).

------> e só pela graça, uma divertida E MUITO CORRETA tabela dos personagens de Harry Potter classificados nas 16 personalidades de Myer-Briggs (creio que clicar na imagem facilitará a leitura)


(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

domingo, 7 de agosto de 2016

Olimpíada

Tudo começou com a Copa de 2014, que é uma forma de dizer que tudo começou muito mal.
O que foi aquele evento? Uma série de decisões ruins? Uma série de jogos ruins? Ruim, apenas?

pelo menos, memes.


Achei que a Olimpíada ia seguir a mesma linha. Muito desastre, muitos memes. Minha expectativa era zero, ou talvez abaixo de zero, minha expectativa era como clima do começo do inverno esse ano. Eu só sabia que a Olimpíada estava chegando por causa das matérias sobre operações contra o terrorismo no rádio.

Aí, veio a abertura. E também os memes, mas com um alinhamento bem diferente dessa vez.
Eu, que não estava dando dois reais por qualquer parte da Olimpíada, acabei ficando entusiasmada. Olha o que é um show bem montado e com Drummond. Olha o que é a habilidade propaganda do brasileiro.


Eu estou até torcendo agora. Principalmente para vôlei, porque Haikyuu!! é vida é um dos esportes para o qual vale a pena torcer pelo Brasil. Diferentemente do futebol masculino, ops.

Será que vamos fazer a Olimpíada direito? Será que vai dar muito errado? Será que a vergonha em nível internacional está apenas esperando o momento certo? Será que vai dar tudo certo, mas depois vamos ficar com estádios abandonados e com a economia na mesma de antes? É tudo muito emocionante.

Vou descobrir que competição está passando.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧