domingo, 31 de julho de 2016

JustBloggerThings

Então, na verdade eu crio vários rascunhos com ideias para futuros posts que estou com preguiça de escrever mas que planejo escrever um dia. É como anotar pequenos trechos de histórias para desenvolver mais tarde. Faço isso há seis anos, estou acostumada com a técnica.
Costuma funcionar bem, na maior parte do tempo. Tem um problema, porém: às vezes eu deixo os rascunhos lá por tanto tempo que quando chego neles de novo, nem sei exatamente o que pretendia dizer com aquilo.
Ou, mais comum - o assunto que na época em que eu criei o rascunho era tão presente na minha vida, não é mais. O tema perde o apelo.

Aí eu fico com rascunhos acumulados, sem ter certeza do que fazer com eles.
(na verdade, esse post era um rascunho de um título. irônico, não?)

As opções para um rascunho são:
a) eu de fato escrevo a postagem
b) deixo lá até o tema voltar a fazer sentido
c) deixo lá até desistir do tema para sempre
d) o rascunho é deletado.
Ou seja, é possível que eu delete metade dos rascunhos que tenho agora. Ou seja, quatro.
Oh, o processo criativo e o processo de procrastinação. Um viveria muito bem sem o outro.

~qualquer semelhança entre o título desse post e o famoso justgirlythings é totalmente intencional e planejado.

algumas dessas não são como as outras, mas eu só dei print nos primeiros resultados do google, então não é minha culpa
 (ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

p.s. eu vou postar isso e criar outro rascunho, eu acho. As ironias são intermináveis.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Meu pobre, precioso holandês.

Acabei de perceber que hoje é aniversário de 126 anos da morte do Van Gogh. Eu tenho muitos sentimentos a respeito de Van Gogh.

Por exemplo; têm girassóis crescendo no túmulo dele. Esse conceito me emociona.


No ano passado, quando foi encontrado o que suspeita-se ser a única fotografia existente de Vincent Van Gogh, eu encarei aquela foto por minutos e chorei. Esse é o nível de emoção que esse holandês provoca em mim, e ele morreu há 126 anos.

a maior evidência para que esse cara não seja o Van Gogh é que ele está cercado de outras pessoas
A simples ideia da morte dele me sensibiliza. Sendo a história mais comum, a do suicídio, ou a lenda de que ele teria morrido em consequência do tiro acidental de crianças brincando com uma arma. Qualquer uma das duas. Em homenagem a isso, a melhor imagem de todos os tempos:


E para terminar, uma frase emocionante e loucamente irônica de um jeito quase amargo.

"Se eu valer qualquer coisa mais tarde, 
eu valho alguma coisa agora,
pois trigo é trigo,
mesmo se as pessoas pensarem que é uma grama no início." 

Meu pobre, precioso holandês.

(Recomendo o décimo episódio da quinta temporada de Doctor Who, "Vincent e o Doutor", para quem quiser chorar mais um pouco. Sem brincadeira, é lindo.)

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

Consumo de Chá

Tá, então chá não é lá a bebida mais engajadora do mundo. Não tem o incentivo da cafeína, não é doce e refrescante, para muitas pessoas é só água quente com um pouco de gosto e não é nem um pouco divertida.
Com isso estabelecido - eu amo chá.

Esse amor começou e foi incentivado pelo meu interesse pela Inglaterra? Bem, seria tolo da minha parte negar. Mas depois do resultado da votação para sair da União Europeia, meu carinho pela Inglaterra não é mais o mesmo. É fácil ignorar as merdas históricas que ela fez, mas é mais difícil quando está acontecendo ao vivo.
Enfim. Inglaterra parou de ser um exemplo na minha vida. Mas eu continuo tomando chá.

Eu internalizei chá como uma coisa de conforto. Tomo quando está frio, o que faz sentido, mas também quando estou muito cansada, ou estressada, ou quando quero me recompensar por algo. Eu não tomo chá só quando estou me sentindo mal, mas períodos de humor instável são acompanhados por um alto consumo de chá. Por outro lado, quando estou me sentindo culpada por alguma coisa que eu fiz, eu não tomo, porque acho que não mereço. Preciso internalizar as palavras sábias da imagem a seguir:

Eu tomo chá sem açúcar, fato que pode escandalizar às pessoas que já não veem graça no chá adoçado. Esse costume se estabeleceu porque, quando eu era menor tipo uns dois ou três anos atrás, eu parecia não conseguir tomar chá sem derrubá-lo em mim mesma. E o açúcar deixava essa situação inevitável grudenta e ainda mais desagradável. Então, decidi fazer o teste de parar de adoçar meu chá; nesse caso, quando caísse em mim, pelo menos seria só água com gosto. E agora estou acostumada e hesito em colocar mel ou açúcar ou qualquer coisa parecida na minha água com gosto.

algumas situações

-uma vez, ano passado, por motivos que já não me recordo, eu estava muito chateada. Decidi tomar chá na minha caneca preferida, estampada com um quadro do Van Gogh. Nada como Van Gogh para estabilidade mental.
apresento-lhes a estampa da minha tão querida caneca
Então, lá estava eu tomando meu chá, e os detalhes já me escaparam, mas algo aconteceu e a caneca caiu e quebrou.
Eu fiquei ainda mais chateada depois disso. Muitas lágrimas aconteceram.

-acho que no segundo dia da segunda fase do vestibular, eu cheguei em casa absolutamente destruída. Então eu fiz uma xícara de chá verde com menta, sentei no canto do sofá e assisti uma hora de youtube. Fiquei melhor depois. Mês passado, eu tomei do mesmo chá, mas agora como estudante universitária. Foi um bom sentimento.

-xícaras e xícaras de chá acumuladas na minha escrivaninha até eu reunir a força de vontade para levá-las até a cozinha.

-fim

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧