quarta-feira, 30 de novembro de 2016

cansaço = vídeos

ok eu honestamente estou muito estressada para produzir palavras coerentes hoje.
pensei: o que posso compartilhar que é vagamente interessante e que faz com que eu me sinta melhor quando estou estressada? então comecei a baixar três vídeos. está demorando um tempo surpreendentemente longo, mas vai valer a pena

apresento-lhes a trilogia Mit Heinrich, produzida pelo canal norueguês Kollektivet. a Noruega também originou What Does the Fox Say, e honestamente acho que não deveríamos nos surpreender.

o primeiro, Compliments

seguido por When Am I Supposed to Blossom


e por fim, Identify



e é isso.
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

as pessoas falam "morte", quando o correto é "reinvenção"

Cartas.
Quem diz que as cartas morreram?
De fato, o ato de escrever no papel com a data e o local no topo, colocar em um envelope e mandar pelo correio tornou-se raro. O correio é mais para encomendas e entregas de presentes e produtos comprados na internet.

Então, sim; se você considera carta como exclusivamente o papel a caneta e o envelope, é preciso admitir que elas foram enterradas há alguns anos.
Eu não acho que cartas sejas apenas isso.

Eu fiz uma amiga pela internet através de um site de fanfic (porque claro). Faz tempo que tenho uma conta e faz um tempo desde que postei uma fanfic pela primeira vez. Faz mais tempo ainda que leio fanfics. Assim, estava consciente de que pessoas criam amizades através dessa plataforma. Dedicatórias, colaborações, comentários frequentes - eu era testemunha de tudo isso. Nunca fizera parte de algo parecido, só estabelecia contato para elogiar coisas ou para agradecer elogios às minhas coisas.

Em fevereiro, eu publiquei uma fanfic. Uma fanfic triste. E, em março, comentaram na fanfic.
"Você tem talento para magoar pessoas," ela disse. "Eu admiro isso."
Não sei se consigo colocar em palavras quão profundamente elogiada eu me senti. Não há satisfação maior do que um texto que atinge seu objetivo, e o objetivo daquele texto era magoar pessoas.
Antes de responder entrei no perfil da menina, o leve stalkismo que sempre faço quando alguém comenta. Eu já estava meio tonta de alegria. Aí saí do perfil querendo ser amiga dela.

Respondi ao comentário falando que se ela tivesse indicações de fanfics do mesmo fandom que fossem devastadoras de um jeito bom, eu apreciaria muito.
Agora, atenção para o pulo - não tem como responder uma resposta à resposta naquele site. Ou seja, se a menina fosse mesmo me indicar alguma coisa, ela teria que me mandar uma mensagem privada.
Eu pensei nisso quando respondi? Talvez. Era um convite sério e não era. Era aquele tipo de convite que você quer que a pessoa aceite, mas ao mesmo tempo sabe que é mais provável que não dê em nada.

Ela me mandou uma mensagem privada. Muito educadinha, perguntando se eu lembrava dela, e dizendo que se eu estava falando sério a respeito das indicações ela podia ir procurar.
é claro que eu lembrava.

Respondi. E ela me respondeu. E eu respondi de volta. Os tópicos iam se acumulando e as mensagens ficando mais longas. Atualmente eu entro no site para responder uma vez por mês, quando sei que tenho tempo livre, porque as mensagens evoluíram para verdadeiras cartas, cujas respostas demoram uma hora para elaborar e ocupam três páginas no word.

Sobre o que falamos? Mal sei. Sobre o fandom que nos uniu em primeiro lugar, sobre o brexit, sobre nossas experiências com Harry Potter, sobre como não sabemos fazer coisas, sobre tpm. As cartas são extensas e muitas vezes sem nexo. Talvez pudessem ser estruturadas em tópicos. O que não as torna menos cartas, para mim.
Eu gosto de cartas. Acho que sempre gostei de cartas.
Eu já troquei cartas "de verdade". Escritas em papel, com uma cor de caneta diferente a cada parágrafo. Uma professora que dava aula em duas escolas era a coruja encarregada. Era um projeto - as salas inteiras trocaram cartas antes de se conhecer pessoalmente. Fomos a única dupla que continuou trocando cartas depois que o projeto terminou. Fomos amigas, com certeza por meses, talvez por anos. Não me lembro bem.
Até que os assuntos terminaram. Apenas fechamentos nas cartas, nenhum tema novo.
Ei, também não é assim com as amizades cara-a-cara?


Talvez a carta seja um sentimento. Uma linha em um papel mandado pelo correio é uma carta? Folhas e folhas enfiadas embaixo de portas são cartas? O contexto e as etapas fazem a definição? Essa discussão pode se aplicar a tantas coisas.

Eu troco cartas pela internet. Eu tenho uma amiga em um estado bem, bem longe, e provavelmente nunca vou vê-la, e essa perspectiva não me preocupa ou chateia.
Eu troco cartas. Eu tenho uma amiga. E talvez um dia os assuntos com ela terminem também.
Ei, a vida não é feita de apostas?
Eu aposto nas cartas. (há!) (consegui estragar o post todo)

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

domingo, 27 de novembro de 2016

quase um ano sem revelar que vejo anime e aí estrago tudo para falar de Boku Dake ga Inai Machi

Acho que não cheguei a comentar sobre isso, mas eu vejo anime. Eu vejo anime no nível problemático em que tenho camisetas de personagens e em que fui cinco anos seguidos para o Anime Friends. Vejo bem menos do que costumava (obrigada faculdade), mas eu vejo anime.

eu parei de olhar depois de reconhecer 11 para não me sentir mal
Agora, vamos estabelecer uma linha do tempo profissional e impessoal.
O ano é 2012. Começa a lançar um anime chamado Sword Art Online, vulgo SAO. O anime explode. É considerado o melhor do ano.


O ano é 2013. Shingeki no Kyojin e sua fantástica abertura surgem no mundo. os desgraçados ainda não lançaram a segunda temporada


O ano é 2014. Ok, esse ano é polêmico para mim. Ele produziu muitas coisas que eu amo e com as quais tenho laços muito fortes. Mas o My Anime List elegeu Shigatsu wa Kimi no Uso, e honestamente, eu chorei demais assistindo para conseguir discordar.


O ano é 2015. Também tenho opiniões fortes a respeito, mas acho que One Punch Man pode levar o troféu com certa segurança. parabéns por quebrar o padrão da popularidade dos animes que começam com s

O ano é 2016.
As apostas ainda estão correndo, mas acho que posso ter a ousadia de fazer um palpite.
Boku Dake ga Inai Machi. ERASED em inglês, uma tradução um tanto brutal da poesia do título original - A Cidade Onde Apenas Eu Não Existo.


O anime lançou na primeira temporada do ano, de janeiro a março. Eu lembro de ver nos sites e pensar, ah, eu devia ver isso. Meus amigos recomendavam e eu pensava, ah, eu devia mesmo ver isso.
Eu vi faz duas semanas. Não quero ouvir recriminações porque estou pegando agora uns animes que comecei quando estavam lançando em 2013, então ver no mesmo ano que lançou já é uma evolução para mim.

É mesmo o melhor anime do ano?


Um básico da trama, já que todo mundo que me mandava ver explicava pela metade: o protagonista é Fujinuma Satoru, um cara normal de 29 anos que teve os sonhos esmagados alguns anos atrás. Mas é claro que se ele fosse só um cara normal não seria o protagonista. Quando coisas ruins estão prestes a acontecer perto dele, Satoru é mandado alguns minutos para o passado por um fenômeno que chama de Revival. Ele procura o que parece estar errado e tenta impedir o desastre.

(inclusive, uma das minhas reclamações é que não se explica o que é ou de onde vem o Revival. Só acontece. Tipo, ok, não é importante, mas poxa)

Quando Satoru tinha 10 anos, aconteceu uma série de sequestros de crianças seguidos de morte na sua cidade. Ele não acredita que a pessoa presa seja a verdadeira culpada e tentou apagar as lembranças a respeito dessa época. Até que um dia algo terrível acontece, e ele se vê em um Revival que o leva para 18 anos atrás, semanas antes do primeiro assassinato. Satoru sabe que a única forma de evitar a tragédia do presente é impedindo a do passado.

As coisas ficam frenéticas a partir disso.
Boku Dake ga Inai Machi consegue ser excitante, devastador, engraçado e doce ao mesmo tempo. E outros adjetivos com E e D. Para mim também foi incrivelmente satisfatório, porque eu suspeitei de um determinado personagem desde a primeira aparição e eu ESTAVA CERTA. Foi um sentimento maravilhoso saber que eu estava certa.
~registro da conversa de whatsapp do momento exato em que minhas suspeitas foram confirmadas

sim meu fundo de whats é um cão glorioso em cima de uma pedra
Sim, Boku Dake ga Inai Machi é um bom anime, digno de reassistir. Não é o meu preferido de todos os tempos, mas é de fato muito bom e muito recomendável. Só esteja pronto para uma montanha russa de emoções, batimento cardíaco acelerado, crianças fofas, decisões ruins e lágrimas.
Não sei se vai ser lembrado como O Melhor Anime de 2016. Mas com certeza como um dos melhores.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧ 

sábado, 26 de novembro de 2016

Uma explicação

Conheço pessoas com blogs de livros e leitura. Eu gosto dessas três coisas (blogs, livros e leituras. Não pessoas. Nunca pessoas)
Eu nunca conseguiria fazer um blog de livros e leitura.
Um blog que estabelece um tema e um objetivo - por exemplo: resenhas de livros - fica preso nesses parâmetros. A divertida tarefa de ler um número determinado de livros por mês e depois dar sua opinião vira uma obrigação, algo que causa angústia e é procrastinado com outros trabalhos.
Suponho que seja mais fácil em um blog que possui vários colaboradores, onde cada um pode se encarregar de um livro. Mas aí é preciso confiança no comprometimento de outra pessoa, e eu tenho dificuldades com isso. Sem contar que minha cabeça não está sempre mobilizada pela mesma coisa. Amo livros e amo ler, são dois constituintes básicos de quem eu sou, mas não penso nisso o tempo todo. É cansativo pensar na mesma coisa o tempo todo. Eu preciso da liberdade de escrever alguma coisa completamente aleatória - tipo esse post - sem me sentir culpada por estar saindo do nicho.
É possível que eu passe semanas - talvez meses - focada em um tópico específico? Sim, claro. É possível que eu tenha temas recorrentes ao longo do tempo, ou talvez em posts seguidos? Com certeza. Se dependesse de mim, eu já teria feito mais três posts sobre Welcome to Night Vale, e estou aqui me contendo. Provavelmente farei mais um quando terminar de ler o livro. TEM UM LIVRO!!! E ELE É TÃO BONITO!!

Enfim.
Por mais que eu me repita, o blog nunca vai ser sobre uma única coisa. Sempre vai ter a possibilidade, ou melhor, a promessa da quebra do padrão. Talvez eu poste repetidamente sobre a nova temporada de Doctor Who e interrompa com a narrativa de um sonho estranho que tive, e siga em frente como se a ocorrência temática anterior não fosse digna de nota. Porque não será. O tema estabelecido desse blog é que posso fazer o que quiser nele, e nada precisa estar conectado.

A única regra que tentei estabelecer é a de produzir quatro posts por mês. Mesmo que venham todos juntos na última semana por causa do final do semestre (ou seja, preparem-se).
Admiro muito os que conseguem, mas está além de mim ter um blog de um tema só. Ele definharia e morreria com muita rapidez. Meu estilo é muito mais randômico.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧