sábado, 30 de abril de 2016

Coisas que aprendi com a minha primeira festa de faculdade

1- não fazer uma festa de nível parecido em um lugar que eu habite. Nunca.
2- não ir de mochila e não deixar a mochila na salinha trancada das mochilas a menos que eu vá ficar até o final da festa.
3- comer antes de ir, só para ter certeza. Só pela certeza.
4- aceitar Amor em doses cuidadosas. #piadainterna
5- conversar com pessoas costuma ser legal.
6- grude em quem foi com você, porque às vezes não vale a pena sair procurando no meio da mutidão.
7- o amigo bêbado-em-negação? Liberta pro mundo.
8- dance bastante, porque ninguém liga.
9- ignore as pessoas se pegando, mas também evite-as.
10- vá ao banheiro no início da festa, quando ainda não está apertada. E tente manter-se assim.
11- não ajoelhe no chão perto de onde pessoas vomitaram. Vômito pode se espalhar por áreas impressionantes.
12- coroas de flores são sempre uma ótima ideia.
13- glitter, quando em quantidades sensatas, também é uma ótima ideia.
14- TENTE EVITAR FUMANTES. O CHEIRO GRUDA NO CABELO E É PÉSSIMO.
15- não vá de cinto. Atravanca a fila do banheiro, e todo mundo está com pressa.
16- todos são migos e migas. Aceite seus novos companheiros.
17- pergunte o nome da pessoa com quem está conversando antes que passe tempo demais.
18- não shippe pessoas aleatórias que você vê se beijando. Uma delas vai beijar outra pessoa em breve, e você vai ficar chateada.
19- vá pra casa antes de ficar cansada e de saco cheio daquilo tudo.
20- eu não sou dessa vida.

~extra 21- não importa a opinião alheia; é divertido e tudo, mas não vale a pena fazer um RG falso ou coisa parecida para se entrar em festas assim.

quinta-feira, 28 de abril de 2016

Coisas que apareceram nos meus sonhos nas últimas duas semanas

 Atenção: os tópicos não estão organizados de acordo com uma ordem cronológica, nem organizados por sonho. Fluxo de pensamento, fluxo de pensamento.
-------> não leia se tiver problemas com bastante sangue

-o Coringa do Heath Ledger (foi quando eu decidi acordar)
-uma escadaria quadrada de metal que dava voltas em si mesma e levava a diferentes níveis de inimigos.
-quartos dentro de quartos que podiam ser acessados através de janelas quebradas. ~níveis secretos
-uma sala de aula.
 -Skrillex. que era tipo meu amigo-tornado-inimigo de infância. o que é bem peculiar, sendo que eu não ouço a música dele e nem ao menos sei seu primeiro nome
 -a Alemanha (citada como local onde o sonho estava acontecendo, sem maiores especificações)
-cachorros.
-três elevadores do pós-morte ~entre os quais o recém-finado precisava escolher
-um lobby de hotel
-uma infecção zumbi bem menos generalizada do que a fuga em massa que aconteceu em resposta pedia.
-vampiros.
-machados.
-bastante sangue e alguma quantidade de cérebros.
-armas improvisadas.
-uma mansão sombria.
-com um quarto cheio de vários livros e revistas e papéis em grande desordem.
-um posto de pesquisa (?) no topo de uma montanha cercada de outras montanhas cobertas de neve.
-casas abandonadas e carros abandonados no pânico causado pelos zumbis.
-um evento chique com mesas redondas de toalhas brancas e arranjos de flores arruinado pelo Skrillex.
-uma feirinha. arruinada pelas hordas de vampiros.
-imensos portões/portas de madeira. Imensos tipo. Cobriam o horizonte. Como um prédio, mas mais largos do que compridos. Bem imensos.
-homofobia. seguida de socos na pessoa homofóbica.
-a polícia, prendendo a pessoa errada.
-grades de madeira impedindo que pessoas caíssem do restaurante para o rio abaixo dele.
-um restaurante.
-um rio.
-troncos caídos no rio.
-uma pessoa jogada no rio transformada em um medonho monstro marinho. Isso, marinho. Enquanto vivia em um rio. Também não entendi.
-um galho cheio de vários outros galhos que não devia ser enterrado no rosto de ninguém, algo do que o medonho monstro marinho parecia não ter consciência.
-pizza.
-um refeitório.
-uma grande quantidade de adolescentes.
-mais sangue.
-um casal? estilo mangá shoujo, com o romance interrompido por embates com seres não-amigáveis e sobrenaturais?
-ponto de vista do garoto aparentemente insensível do casal shoujo que na verdade sente muitas coisas.
-uma senhora amigável.
-tevês com anúncios.
-barracas de comida.
-uma pessoa com treinamento militar.
-provavelmente mais sangue.
-irmãs gêmeas malignas?? acho que apaguei esse pesadelo, deve ter sido por um bom motivo.


não lembro de mais detalhes, mas admito que lembrei de mais coisas do que esperava.
meus sonhos têm sido complexos e estranhos e por vezes bem perturbadores. Acho que deu pra perceber. Tanto sangue, nossa.

joão bidu, help

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

domingo, 24 de abril de 2016

Descoberta do Botão de Concentração

Então. Estudar para o vestibular é difícil. Tenho certeza de que todo mundo que já passou pela experiência concorda. Tem toda a pressão, o peso de saber que esquecer uma daquelas informações pode resultar em mais um ano inteirinho de estudos.
Aconteceu comigo ano passado. Só que tem um detalhe. Eu sou muito dispersa. Principalmente quando estou fazendo algo que não quero fazer.
~como estudar para o vestibular.

Todos os sons me atrapalhavam, vozes ruídos tic-tac de relógio pássaros madeira estalando. Todos os sons eram uma desculpa, e todos quebravam minha já fina linha de concentração e raciocínio.
Lá pelo segundo ano do ensino médio, desenvolvi o costume de estudar para provas ouvindo música. Música normal, as músicas do meu celular mesmo. E dava certo, até que não dar mais. A voz dos cantores me distraía, às vezes eu parava de estudar para cantar junto, tinha que ficar ajustando o volume. No segundo médio, isso não era problema. Depois passou a ser.

aí, veio a ideia: música clássica.
Peguei um aplicativo de playlists que vinha usando há algum tempo para ouvir playlists sobre personagens fictícios -o 8tracks, que por acaso está todo estranhinho por causa das restrições de reprodução- e pesquisei study + instrumental. Ah, esse é o caminho, galera.

Eu consigo reconhecer trilhas sonoras feitas pelo Hans Zimmer agora. Identifico algumas de Inception (A Origem) pelo nome.
Time é tipo A MELHOR. Dream is Collapsing também é incrível

Música clássica é algo que funciona pra mim. Fones de ouvido, volume provavelmente acima do que deveria estar, bam! Desliga o mundo de maneira formidável.

Agora, semana passada eu estava com um amigo pianista. Em uma sala com um piano. Então é claro que ele começou a fazer a coisa dele, tocar.
Aí eu tive uma ideia para escrever uma coisa. E sentei e comecei a escrever.
Ele falava comigo enquanto tocava, e eu tentava prestar atenção e responder, mas estava tão na zona, sabe? Ele nem deve ter percebido, porque estava na própria zona.
espero que eu não tenha sido rude
Eu escrevi algo legal aquela hora.Só fluiu, sabe?

mais tarde, no mesmo dia, fui a um concerto. E foi tipo. Muito bom. Teve uma abertura muito louca e muito intensa, e depois a parte principal, dividida em três movimentos.
Eu observo pessoas. É uma coisa muito manjada de escritor, eu sei, mas não dá pra evitar. As pessoas estão lá, aí você olha e interpreta o que acha que vê. E acontece que durante o primeiro ato eu vi pessoas interessantes, pessoas que se encaixavam e que poderiam ser transformadas em uma história.

Cara. O segundo movimento começou épico, mas eu estava ouvindo ao mesmo tempo que pensava na possibilidade de história, e quando percebia estava só desenvolvendo e tinha parado de escutar.
Foi aí que eu me toquei.
A música clássica estava me fazendo entrar em estado de concentração extrema.

Então, pois é. Tenho esse fato na minha vida agora. Acostumei meu cérebro a usar música clássica como ferramenta de concentração. Tipo um botão.
Isso é tanto bom quanto ruim. É ruim porque apaga a música do meu plano de atenção; é bom porque me coloca em hyperdrive.
minha mente ao ouvir música clássica

Ah, bem. Acho que podia ser pior.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Bela, recatada e do lar?

Não é para ser um post sobre feminismo, porque acho que todo o resto da internet já cobriu essas bases (O QUE ACHO ÓTIMO E IMPORTANTE E MUITO BOM CONTINUE ASSIM). Eu podia explicar o o que é feminismo e exatamente como o "bela, recatada e do lar" da Veja fere esse conceito, mas vou deixar para outro momento. Por enquanto, a comunidade leitora do blog (ou seja, eu) está inteirada do que é feminismo e do que isso envolve, então vou deixar para explicar quando aparecer gente com dúvidas.

Por enquanto, porém!! 

Uma análise de personalidade. Serei eu bela, recatada e do lar?

Olha, provavelmente não.

Serei eu bela? Minha mãe diz que sim e meu coração concorda em dias bons, mas vamos pensar do ponto de vista Veja. A última vez que fiz uma limpeza de pele... se foi em 2013, estou impressionada. A cor do meu cabelo caiu de azul para verde, e a hidratação dele podia ser melhor. Pinto minhas próprias unhas, que sempre ficam com algum defeito. As únicas maquiagens que sei passar são rímel, batom e delineador. Não depilo toda semana, porque fala sério. Outro dia comprei quatro camisetas, e todas elas estavam no espectro do preto ao cinza. Só percebi quando cheguei em casa e minha mãe riu.
Acho que o padrão Veja não aprovaria muito isso.

Recatada. O que será que eles querem dizer por recatada? Silenciosa? Fica na dela? Não fala palavrões? Não aparece muito? Porque a coitada da Marcela Temer não foi nem entrevistada na matéria sobre ela.
Acho que eu também não me encaixo nessa parte. Eu falo bastante. Bastante mesmo.

Agora, vamos para a melhor parte! Do Lar!! Eu adoro ficar em casa, vendo netflix, fazendo nada, procrastinando. Mas será que era isso o que eles queriam dizer com "do lar"? Ou queriam falar de uma mulher caseira, que faz o trabalho doméstico, é prestativa e acolhedora?
Esse nunca foi meu objetivo.

Vendo assim, eu não sou nada da mulher ideal da Veja. Agora, vamos mudar esse ponto de vista. Ao invés do padrão Veja, vamos usar o meu padrão.

Eu adoro pintar meu cabelo com cores fantasia. Não ligo para as eventuais espinhas. Se quisesse ter unha feita por manicure, iria em uma manicure, mas estou satisfeita assim. Delineador é tudo o que eu preciso para ser feliz. Se eu não estiver a fim de depilar alguma coisa, é decisão minha. E eu gosto das minhas camisetas escuras.

Bela? É claro. Estou criando uma versão de mim de que gosto. É assim que funciona.

Eu tenho um mundo privado. Tenho cadernos que não foram feitos para os olhos de mais ninguém, coisas que não conto para as pessoas. Partes minhas só minhas, não dos outros. Conhecimentos sobre mim e opiniões que só são compartilhadas depois do nível 7 de amizade, no mínimo.

Recatada? Óbvio. Chama privacidade, e faz muito bem.

Eu adoro minha casa, adoro meu quarto. Às vezes não dá vontade de sair para fazer coisas, porque tenho tudo o que preciso aqui. Netflix, por exemplo. Para que sair no meio daquele bando de gente e de ruído?

Do lar? Sempre. "There is no place like home" e tudo mais.
Será Dorothy bela, recatada e do lar?

Então, pois é. Eu sou bela, recatada e do lar. Mas pelos meus padrões. E a Marcela Temer é bela, recatada e do lar pelos padrões dela, e eu espero que ela esteja feliz assim. Mas talvez, apenas talvez, o que deixa a Marcela Temer feliz e o que a Marcela Temer gosta de fazer não seja o mesmo que outras mulheres do Brasil (e do mundo, por sinal). A Marcela Temer deve saber disso. A Veja aparentemente não sabe.

~Acabou que virou um post feminista. Não dá para evitar.

O Brasil é uma nação de mulheres belas, recatadas e do lar, cada uma da própria maneira. E também uma nação de mulheres que não são nenhuma dessas coisas. E nenhuma delas está mais certa do que as outras. Acho que a Veja vai lembrar disso de agora em diante.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

p.s. adoro que a primeira imagem no blog vai ser da Dorothy.

quinta-feira, 21 de abril de 2016

A Faculdade e a Dura Realidade

Se rima, é porque é verdade. Pelo menos nesse caso. Porque se o ensino médio começa o trabalho de mostrar como o mundo funciona, a faculdade joga o resto na sua cara como se fosse uma daquelas tortas de merengue, usando palavras muito sofisticadas e compridas.
Vamos falar sobre uma palestra que eu tive.

A palestra era sobre o mercado editorial. Comparecem três mulheres que trabalham no ramo, mais uma escritora publicada. E de sucesso. Eu não vou dizer quem é, mas vou dizer que não li os livros dela por recalque que na verdade é mecanismo de defesa. Quando eu for menos insegura, leio. Promessa.

voltando ao assunto.

Não eram pessoas aleatórias. Eram profissionais competentes, bem-sucedidas, em cargos importantes e que sabiam o que diziam. E que sabem de livros e de vender livros.
É aí que inicia um pouco da decepção de várias das minhas colegas: vender livros é o foco delas.

Bem, não é como se editoras publicassem só pela cultura e pelo amor, é um negócio. O objetivo de negócios é ganhar dinheiro, ou então você acaba que nem a Cosac Naify (LÁGRIMAS e SDDS), o que ninguém quer. Amar livros? Claro. Mas o importante é ver se aquele livro tem potencial de mercado.

Admito que eu não fiquei muito chocada com isso. Aceitei faz um tempinho, já. O meu problema começou quando elas começaram a falar sobre a visibilidade do pretenso autor, e sobre como atualmente o público vinha antes da publicação.
Explicando - sabe livro de youtuber? Critique o quanto quiser, mas esses caras têm gente querendo comprar o que eles escrevem. Eles têm milhões de pessoas interessadas no que produzem. Eles são garantia de venda e de barulho.

É por esse tipo de autor que as editoras estão procurando. Autores com seguidores. Autores já famosos, em certo nível.
Esse é o tipo de informação que fica pesada quando eu nem tenho uma conta no Wattpad, o site de fanfic que o mundo editorial mais fica de olho. Eu nem tenho um twitter. 
Rolou um desilusão básica? Rolou. Fui a única? Não.

Elas também falaram bastante sobre estar ligado no que está acontecendo. O que está fazendo sucesso, sobre o que está se falando, o que está sendo publicado, e usar isso para escrever alguma coisa que vai ressoar nesse contexto. E  foi por aí que eu parei e pensei na lista de mais de 43 ideias potenciais que tive ao longo desses seis anos escrevendo.

Respirei. Considerei a possibilidade de abandonar aquelas pessoas cujas histórias que eu mal arranhei a superfície para tentar escrever um livro sobre sereias. Ou algo assim. Para pular na onda. (onda, sereia, sacou? Sacou?)
Ai respirei de novo e todo o desespero passou, porque não vou fazer isso de jeito nenhum.

Acabou que fiquei com um sentimento residual muito positivo a respeito dessa palestra. Guardei as informações interessantes, as informações difíceis de digerir e todas as outras no meu caderninho mental de referências para o futuro. E deixei bem na frente de tudo o que a agente literária que estava lá disse.

/Olha, para falar bem sinceramente, eu não lembro as palavras exatas, mas era algo sobre parar de se referir ao sonho de escrever como um sonho. E mudar a palavra para objetivo.
Achei isso bem legal. E bem relevante.

A dura realidade, gente. A resposta é sempre respirar fundo e seguir.
(a menos que a realidade seja escrever trabalhos para a faculdade, como é meu caso)

Tchauzinho! Bom feriado!
(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧