domingo, 24 de abril de 2016

Descoberta do Botão de Concentração

Então. Estudar para o vestibular é difícil. Tenho certeza de que todo mundo que já passou pela experiência concorda. Tem toda a pressão, o peso de saber que esquecer uma daquelas informações pode resultar em mais um ano inteirinho de estudos.
Aconteceu comigo ano passado. Só que tem um detalhe. Eu sou muito dispersa. Principalmente quando estou fazendo algo que não quero fazer.
~como estudar para o vestibular.

Todos os sons me atrapalhavam, vozes ruídos tic-tac de relógio pássaros madeira estalando. Todos os sons eram uma desculpa, e todos quebravam minha já fina linha de concentração e raciocínio.
Lá pelo segundo ano do ensino médio, desenvolvi o costume de estudar para provas ouvindo música. Música normal, as músicas do meu celular mesmo. E dava certo, até que não dar mais. A voz dos cantores me distraía, às vezes eu parava de estudar para cantar junto, tinha que ficar ajustando o volume. No segundo médio, isso não era problema. Depois passou a ser.

aí, veio a ideia: música clássica.
Peguei um aplicativo de playlists que vinha usando há algum tempo para ouvir playlists sobre personagens fictícios -o 8tracks, que por acaso está todo estranhinho por causa das restrições de reprodução- e pesquisei study + instrumental. Ah, esse é o caminho, galera.

Eu consigo reconhecer trilhas sonoras feitas pelo Hans Zimmer agora. Identifico algumas de Inception (A Origem) pelo nome.
Time é tipo A MELHOR. Dream is Collapsing também é incrível

Música clássica é algo que funciona pra mim. Fones de ouvido, volume provavelmente acima do que deveria estar, bam! Desliga o mundo de maneira formidável.

Agora, semana passada eu estava com um amigo pianista. Em uma sala com um piano. Então é claro que ele começou a fazer a coisa dele, tocar.
Aí eu tive uma ideia para escrever uma coisa. E sentei e comecei a escrever.
Ele falava comigo enquanto tocava, e eu tentava prestar atenção e responder, mas estava tão na zona, sabe? Ele nem deve ter percebido, porque estava na própria zona.
espero que eu não tenha sido rude
Eu escrevi algo legal aquela hora.Só fluiu, sabe?

mais tarde, no mesmo dia, fui a um concerto. E foi tipo. Muito bom. Teve uma abertura muito louca e muito intensa, e depois a parte principal, dividida em três movimentos.
Eu observo pessoas. É uma coisa muito manjada de escritor, eu sei, mas não dá pra evitar. As pessoas estão lá, aí você olha e interpreta o que acha que vê. E acontece que durante o primeiro ato eu vi pessoas interessantes, pessoas que se encaixavam e que poderiam ser transformadas em uma história.

Cara. O segundo movimento começou épico, mas eu estava ouvindo ao mesmo tempo que pensava na possibilidade de história, e quando percebia estava só desenvolvendo e tinha parado de escutar.
Foi aí que eu me toquei.
A música clássica estava me fazendo entrar em estado de concentração extrema.

Então, pois é. Tenho esse fato na minha vida agora. Acostumei meu cérebro a usar música clássica como ferramenta de concentração. Tipo um botão.
Isso é tanto bom quanto ruim. É ruim porque apaga a música do meu plano de atenção; é bom porque me coloca em hyperdrive.
minha mente ao ouvir música clássica

Ah, bem. Acho que podia ser pior.

(ノ◕ヮ◕)ノ*:・゚✧

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