segunda-feira, 4 de junho de 2018

20 (vinte) anos

Não sei, acho que precisa de muito esforço — ou de esforço nenhum — para criar uma criança que não fica animada com o próprio aniversário. Mesmo porque, lá pelos primeiros cinco anos, a data é mais significativa para os pais do que para os aniversariantes. A partir do momento em que a criança começa a compreender o conceito e que tudo aquilo é por ela e para ela, é preciso uma personalidade bem forte para não querer nada daquilo. Crianças costumam gostar de estar no foco de tudo, então automaticamente o dia do aniversário é o melhor dia do mundo.

Esse é mais ou menos o padrão para crianças. Quando as crianças crescem, as coisas ficam um pouco diferentes. Dá para separar os adultos em mais ou menos quatro categorias:

Tem gente que é a eterna criança, para quem aquela realmente é a data mais importante do ano. Conheço pessoas que anunciam a proximidade do aniversário com meses de antecedência, que montam comemorações fragmentadas em diversos eventos e que chegam a durar dias. 

Tem gente que fica em uma situação de equilíbrio. Gosta de fazer aniversário e gosta de comemorar, mas não precisa ser em larga escala. O mundo inteiro não precisa saber nem lembrar nem dar presente, o que importa é que aquele dia importante seja marcado de forma que a deixe feliz.

Tem gente que deixa de se importar. É o dia em que nasceu, mas também é um dia qualquer. Não precisa acontecer nada, porque aquilo não altera a sua vida de forma concreta. Dá pra fazer alguma coisa e ser legal, mas não precisa.

Tem gente que odeia, mas que odeia mesmo. Que nem fala quando é. Que preferiria que todo mundo esquecesse. Que some no dia pra não ter que falar com ninguém.

Tem menos de uma semana pra meu aniversário. Ainda não sei que tipo de adulta sou.

乁( ˙ ω˙乁)

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