quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

primeiro post de 2018

A vida continua quando o ano muda, mas ao mesmo tempo tudo começa de novo. Tem um motivo pelo qual é tão idiota e ao mesmo tempo engraçado fazer piadas de "não te vejo desde o ano passado!" ou "não como desde o ano passado" para as pessoas que passaram a virada com você.


Tem uma crendice de ano novo que diz que o que você faz no primeiro de janeiro vai se refletir em todos os outros dias. Eu devo ter acreditado nisso só uma vez. A longo prazo, não faz sentido. Mas, ao mesmo tempo, o ano novo zera todos os relógios e contagens e alarmes. No fundo da nossa cabeça, a piada dos primeiros minutos fica se repetindo. "Eu não fazia isso desde o ano passado. Essa é a primeira vez no ano que isso acontece"
Dependendo de a que o pensamento se aplica, a memória dessa estreia vai ser comparada com a de outros anos. Vai fazer parte dos critérios de julgamento para a decisão se esse ano foi melhor ou pior que os outros.

Eu não sei ainda o que achei de 2017, por exemplo. Sempre demoro mais do que as outras pessoas para passar julgamento no ano anterior. Talvez por junho eu tenha uma opinião. É tudo muito fluido, sabe? Um ano é feito de muitas coisas, altos e baixos. É difícil colocar um selo definitivo.
2017 foi estranho. Pronto, essa etiqueta é mais fácil que bom e ruim.

Esse é o primeiro post de 2018. Ele foi começado ainda em janeiro, mas não saiu. Enquanto eu olhava meus rascunhos, pensava, é o primeiro do ano. O que eu quero que seja o primeiro do ano?
Bem, por causa de toda essa reflexão, o post é, antes de tudo, atrasado.

Não tenho certeza de qual foi o primeiro livro que li em 2018. Lembro que li, e lembro que pensei bastante a respeito, e acho que foi "O dia em que troquei meu pai por dois peixinhos dourados", um livro infantil do Neil Gaiman, mas não tenho mais certeza. Já li várias coisas desde então, e está tudo emaranhado.
Não acho que farei listas mensais de livros lidos esse ano. Mas talvez faça um projeto de um-livro-de-Neil-Gaiman-por-mês. O desse mês foi "Good Omens: The Nice And Accurate Prophecies of Agnes Nutter, Witch", traduzido para o engraçadinho título de "Belas Maldições: As Justas e Precisas Profecias de Agnes Nutter, Bruxa". Terry Pratchett também é um dos autores, mas acho que isso não desclassifica o livro.
Mês que vem estarei as voltas com "M is for Magic".


Sei exatamente qual foi a primeira música que ouvi em 2018. Não deixei no aleatório para ver se recebia uma mensagem do universo; escolhi com cuidado e intenção. E, motivada pela aleatoriedade e inevitabilidade da vida, minha escolha foi Things Happen, do Dawes. O refrão, muito apropriado para um ano novinho em folha, diz: "eu não sei o que mais você queria que eu te dissesse / coisas acontecem / é só isso que elas fazem".


Passei bastante tempo no tumblr no primeiro mês do ano, algo que não fazia havia... um bom tempo.

Vi todos os meus amigos do ensino médio que ainda são de fato meus amigos. Sabe, aqueles com que ainda converso e conto coisas, mesmo que com menos frequência do que antes. Achei essa uma grande conquista.

Chorei pela primeira vez imediatamente na madrugada do dia primeiro para o segundo. Quanto mais cedo melhor, não é mesmo.

Acho que não fui ao cinema ainda. Essa grande falha pretendo remediar na sexta.

Já escrevi. Menos do que deveria ter escrito, mas é muito raro, senão impossível, escrever o quanto se deveria.

Pretendo que seja um bom ano.

ᕕ(ᐛ)ᕗ

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